Segunda-feira, Dezembro 18, 2006
Estou indo hoje pra Nova Iorque. Escrevo de lá. Beijos.
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4:27 PM
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Segunda-feira, Dezembro 11, 2006
E como já dizia o Sushiman...
O COMBINADO NÃO É CARO (né?)
...
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4:33 PM
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Quinta-feira, Dezembro 07, 2006
DA IMPORTÂNCIA DAS REFERÊNCIAS PARA O BOM ENTENDIMENTO DO MEIO AMBIENTE E DA REALIDADE EM GERAL
- O que é uma banana?
- Banana é uma fruta.
- Fruta, tipo maçã?
- É. Que nem uma maçã, só que de outra cor - é amarela. E você não pode comer a casca. E ela é mais doce e mais macia. E também não é redonda. É comprida.
- Ah. Então é um tipo de manga.
- Isto. Só que não tem caroço.
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1:37 AM
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Sábado, Dezembro 02, 2006
SALSICHA MUDA DE NOME PARA AVISAR QUE NÃO É DE CARNE DE DRAGÃO
Do G1, em São Paulo, com informações do Times
Uma salsicha conhecida na Inglaterra como Dragão Galês vai mudar de nome depois que a fábrica recebeu uma ameaça de processo por não conter carne de dragão, segundo o jornal "The Times". Agora ela vai se chamar Salsicha de Porco Dragão Galês, para que os compradores não se confundam.
"O produto não era suficientemente claro ao informar o comprador a verdadeira natureza do alimento", disse um porta-voz do condado de Powys, onde fica a fábrica que chega a produzir 200 mil salsichas por ano.
Wow.
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12:50 AM
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Sexta-feira, Novembro 17, 2006
A QUEM INTERESSAR POSSA
Voltei pras aulas de dança.
Rond de jambes, pas de bourées, rond des cuisses.
Minha melhor sequência, até agora, é enrolé sans vergognée, seguida de um giro de cabeça dramático.
Bailarina lírica, como diz minha professora.
Este blogue está preguiçoso, I know... Deve ser o calor e o sol na janela...
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1:52 PM
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Quarta-feira, Novembro 01, 2006
AQUI APARECEU ANTES!
Há dois anos, referindo-me à ansiedade moderna diante das facilidades e opções (sobretudo amorosas), defini o comportamento decorrente como Síndrome do Buffet de Sorvete. Adorei o termo, devo confessar, e passei a usá-lo com frequência, nas minhas conversas, pra encurtar as definições.
Pois não é que estou lendo The Nanny Diaries (acho que ainda não traduziram no Brasil, mas vão, porque já estão fazendo o filme - com a Scarlett Johanssen no papel principal, by the way) e a protagonista usa o termo Buffet Syndrome, pra explicar justamente a necessidade moderna de não escolher uma coisa só?
Só pra deixar registrado, porque tenho esta vaidade: quem cunhou o termo primeiro fui eu!
Ara.
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11:37 AM
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Segunda-feira, Outubro 16, 2006
IgNobel 2006
Todos os anos, desde a sua fundação, este blogue orgulha-se de publicar os vencedores do prêmio IgNobel - prêmio conferido pela bem-humorada comunidade científica aos pesquisadores e estudiosos que geraram as contribuições mais - arram - inusitadas, curiosas e sem noção daquele período (ou ainda pelo conjunto da obra)*.
O prêmio é anunciado uma semana depois dos vencedores do Nobel e a cerimônia de premiação tem lugar na Universidade de Harvard - em Cambridge, Massachussets. Geralmente, a festa de premiação é freqüentada tanto pelos indicados ao IgNobel como pelos antigos recipientes do Prêmio Nobel, que vão alegremente entregar os prêmios aos ignóbeis vencedores.
Sem mais, passemos aos premiados deste ano:
Ornitologia: Ivan R. Schwab (EUA). Explicou por que pica-paus não sentem dor de cabeça.
Nutrição: Wasmia Al-Houty e Faten Al-Mussalam (Kuwait). Mostraram que besouros 'rola-bosta' têm um gosto refinado. Eles escolhem as fezes que vão comer
Literatura: Daniel Oppenheimer (EUA), pelo artigo Conseqüências do Amplo Uso da Erudição Vernacular: problemas com o uso de longas palavras sem necessidade.
Extremamente necessário, este artigo será distribuído gratuitamente no treinamento de parlamentares, juristas e gerentes corporativos.
Paz: Howard Staleton (País de Gales). Inventou um dispositivo sonoro repelente de adolescentes.
Que deu origem ao Mosquitone!!! Mas tudo bem... O Einstein também pesquisava a estrutura do átomo sem vislumbrar a sua utilização bélica.
Acústica: Lynn Halpern, Ranolph Blake e James Hillenbrand (EUA). Explicaram por que som de unhas arranhando lousa aflige.
Matemática: Nic Svenson e Piers Barne (Austrália). Calcularam quantas fotos são necessárias para que ninguém no grupo saia com olhos fechados.
Esta pesquisa encontrou o seu seitgeist no mundo sem filme. Poderia até ser patrocinada por um fabricante de câmeras digitais!
Medicina: Francis M. Fesmire (EUA). Tratou soluços com 'massagem digital no reto'.
AHAHAHAHAHA! Que que eu vou dizer...
Física: Basile Audoly e Sebastien Neukirch (França). Descobriram por que espaguete seco ao ser dobrado se quebra normalmente em mais de dois pedaços.
Química: Antonio Mulet, José Javier Benedito, José Bon, e Carmen Rosselló (Espanha). Estudaram a velocidade ultra-sônica em queijo cheddar.
Talk about fast-food!!!
Biologia: Bart Knols e Ruurd de Jong (Holanda). Mostraram que a fêmea do mosquito da malária é igualmente atraída por cheiro de queijo limburger e por chulé.
Meias limpas na selva, portanto, e nada de sanduíches.
* Falando em conjunto da obra: em 2003, se não me engano, os herdeiros de Edward Murphy,Jr. receberam o IgNobel de Engenharia (ou seria Física?), pela formulação da Lei de Murphy, hoje mais do que comprovada.
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6:30 PM
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NACIONALISMO
Ivan Lessa, dentro de um táxi, no Rio de Janeiro (voltando à cidade depois de 28 anos de 'auto-exílio' em Londres):
- "Feijoada Tropical"... "Coco Maravilha"... Tá certo. São coisas nossas. Mas que bobagem é esta de "Golden Palace Garden"?, de "Désir D'Argent", de "Next Best Thing Place"?
O taxista:
- O senhor é um nacionalista, acertei?
Ivan Lessa:
- Não. Não sei. Depende da nação.
(do Ivan Lessa, na revista Piauí)
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2:51 PM
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Segunda-feira, Outubro 09, 2006
AUREA MEDIOCRITAS
Deve haver um ponto médio,
onde o prazer de quem escreve
não custe a dor de quem o lê.
Marcelo Sandmann
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4:02 PM
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Domingo, Setembro 24, 2006
PERGUNTS
O Bloggerman morreu?
É o fim. É a desmoralização do Blogger.
Até o bloggerman parou de postar.
ÊÊÊÊÊÊÊ
Hoje o Fantasma da Ópera completou QUINHENTAS apresentações.
Eu tinha uma foto engraçada, mas vou postar no fotoblogue.
QUE MAIS?
Bom. Nada de extraordinário. Além de ter vomitado na pia da sacristia da Nossa Senhora do Brasil. Ahahaha.
Chique é isto: se for passar mal, que seja numa pia chiquéééérrima (será que era uma pia batismal?).
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11:37 PM
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Quinta-feira, Setembro 14, 2006
Saiu na Folha hoje e eu adorei! Tá na íntegra.
CAÇADORES DE MITOS!
Crítico da Folha dispara contra cinco ícones gastronômicos "intocáveis" de São Paulo, entre eles o descomunal sanduíche de mortadela do Mercadão e o sistema de rodízio das churrascarias
JOSIMAR MELO
CRÍTICO DA FOLHA
Eu adoro ir ao Mercado Municipal. Eu também adoro comer em botecos -como os de lá. Mas odeio filas (como a dos bares do Mercadão), especialmente para comer. E o ódio torna-se fúria quando no final da fila há uma frustração.
No Bar do Mané, a grande maioria das pessoas pedirá um enorme, descomunal, sanduíche de mortadela, que todo mundo se habituou a achar que é um dos melhores do mundo. Que é gigante, é. Quase meio quilo de fatias de mortadela ("pesadas" a olho, no mínimo uns 300 g) mal sobraçadas por duas humilhadas fatiazinhas de pão. Ah, um pouco de alface e tomate também. Mas... será isso um bom sanduíche? Um sanduíche não deveria equilibrar os sabores do pão e de seus recheios? Ou, sendo mais prosaico, não deveria caber na boca, ser capaz de ser mordido? E finalmente: para ser glosado como o melhor do Brasil, não deveria ter alguma arte culinária? Um tempero especial, um ingrediente produzido pela cozinha... e não apenas a mortadela que você pode comprar no supermercado, num pão que você acha na padaria do bairro?
Não vale a fila. E o curioso é que nem o público do Mercadão achava que valesse, na maior parte dos mais de 70 anos do Bar do Mané. O mito desse sanduíche tem uns 15 anos, quando a imprensa começou a incensá-lo. Antes, o Mané vendia bem mais o gostoso sanduíche de pernil -este sim montado em proporções mais adequadas ao perímetro da boca e recheado de arte culinária (o assar do pernil, o fazer do molho). Continua em cartaz, embora soterrado pelos 500 sanduíches de mortadela vendidos em dias de movimento.
Talvez impere a máxima de que tamanho é documento. Daí a monumentalidade deste sanduíche de mortadela e de outro ícone paulistano ali vizinho: o pastel de bacalhau do Hocca Bar. Mais uma vez, um problema de conceito e de sabor. O famoso pastel é uma desfaçatez ergonômica. O recheio é tanto que destrói o delicado equilíbrio que os chineses demoraram séculos para arquitetar nos pastéis. E desequilibra também o sabor. Muito recheio para pouca massa. E um bacalhau que deixa a desejar: seco, salgado... Se você está no Hocca Bar, por que não pedir seus outros pastéis bem melhores? (Uma das especialidades é o de mussarela de búfala com tomate seco.) Ou então o suculento sanduíche de calabresa da casa?
Entre as outras modas da cidade que introduzem ingredientes inadequados no lugar errado está a do requeijão Catupiry. Adoro. Admiro sua pungência, sua cremosidade. Seu ponto de sal faz dele o acompanhamento ideal para compotas brasileiras, que são ricas em açúcar (de goiaba, de jaca, de banana). Agora: pizza de Catupiry (E ainda feita com requeijões inferiores, por sinal.)? Não dá. Carne gratinada com Catupiry? Livrai-me. O problema não está no ingrediente, mas na combinação que se faz com ele. Enquanto a mussarela sobre a pizza tem aquele toque divertido de elasticidade, o requeijão, pelo contrário, tende a ficar pastoso. Vira uma camada pegajosa que sufoca os demais ingredientes. Mas Catupiry é especial, Catupiry é caro; vai convencer alguém de que não é chique. Fico feliz pela celebridade alcançada pelo bravo requeijão, nascido de um segredo mantido maniacamente pela família. Mas que ele merece melhor emprego culinário, merece.
Assim como a boa carne brasileira. Ela sofre nos rodízios. Não que seja sempre mal preparada; mas o sistema de rodízio (mais uma vez a ilusão de que quantidade é documento) termina soterrando qualquer veleidade gastronômica -inclusive de quem ama carne. Ok, é um jeito folclórico e festivo de servir um dos melhores produtos nacionais. E tem suas raízes fincadas numa região tradicional, o pampa gaúcho.
Mas cá entre nós: é ou não é desesperador? Você chega ali louco para comer boa carne -começar talvez com uma costelinha de porco, depois uma fatia de fraldinha, em seguida um belo contrafilé e, no final, para divertir, uma fatia de paleta de cordeiro. Isso é seu plano de vôo. Mas o que acontece, na real? O primeiro corte que chega é uma picanha de búfalo (e você, com fome, não recusa), em seguida o coração de frango (ainda a fome), logo o cupim, depois a calabresa... no final, um peixe! E salve-se quem puder. (Não vou nem falar dos sushis despedaçados nem dos camarões borrachudos.) Continuo pregando que se modernize o rodízio: que cada um anote as carnes preferidas, e que elas sejam trazidas na ordem. Um misto de rodízio e à la carte. Quem se habilita?
Claro, nesse novo sistema estará terminantemente proibida outra praga que se tornou uma moda imorredoura da cidade: a picanha na chapa. É aquela picanha, ou outra carne qualquer, que chega à mesa numa chapa de ferro quentíssima e fumegante. Trata-se da mais eficiente maneira de destruir o ponto da carne (ela pode até chegar no ponto pedido, mas depois de três minutos já estará passada demais); e de destruir a atmosfera ao redor, que fica impregnada de fumaça. Peles, cabelos, gravatas, tudo passa a brilhar com a fina camada de óleo que vai sendo aspergida pela chapa, além do calor. Coisa que, no entanto, não acontece nos teppans japoneses. Eles têm lá seus segredos. Nós ficamos com a gordura.
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1:21 PM
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Quarta-feira, Setembro 13, 2006
EM PRIMEIRA MÃO!
Fui ver o ensaio geral do Sweet Charity, que estréia hoje.
TÁ LINDO!!!
Tem que ir. Todo mundo. Já, comprar ingresso!
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3:36 PM
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Terça-feira, Setembro 12, 2006
COISAS QUE EU NÃO SABIA ATÉ AGORA HÁ POUCO
O aquecimento global começou há muito mais tempo do que imaginávamos (cientistas, inclusive). A revista Scientific American publicou um estudo que sugere/propõe/deduz que as atividades agrícolas do homem de 6000 anos atrás (com os conseqüentes desmatamentos, alterações de cursos de rios, barragens e irrigações) reverteram um processo de resfriamento terrestre. E de lá pra cá a coisa só esquentou.
Mais aquecimento global. A Groenlândia tem pastos verdes, agora. Aliás, a Groenlândia já teve verdes pastos há centenas de anos atrás, quando recebeu este nome pelos seus descobridores (Grüne Land, ou Terra Verde). Sabe Deus porquê, ou por uma razão que já esqueci depois de ler o artigo do jornal, a Groenlândia havia resfriado completamente nos séculos mais recentes. Agora que a capa de gelo derreteu, os icebergs navegam felizes pelo mar (ártico?) e as vaquinhas voltaram a pastar.
NOTÍCIA QUE A IMPRENSA NÃO SOLTOU, ACHO QUE POR VERGONHA
Sobre a participação da cantora Maria Rita no show do Jamie Cullum, semana passada, a imprensa deu que:
"Entre improvisos e harmonias vocais de ambos, foi um bom momento, sem muito tempo para afetações."
(Ronaldo Evangelista, Folha de SP).
Esclarece-se: Maria Rita cantou de costas pro público, com um chapéu enterrado na cabeça, uma oitava abaixo do desejado e completamente tímida. Não soltou a voz, tampouco harmonizou ou improvisou. Só faltou pedir desculpas por nascer.
BY THE WAY
O show do Jamie Cullum foi um arraso. A-r-r-a-s-o.
NOTA DE REPÚDIO
Aos créditos de abertura do filme novo do Cacá Diegues, O Maior Amor do Mundo. Parece Campanha da Fraternidade. Uó.
O filme? É bonito. Mas padece de uns vícios de filme brasileiro dos anos 70/80. Descuidos de produção e edição de som... Sobram participações afetivas e gambiarras. Falta rigor. Irrita por ser obra de um diretor que trabalha há anos e anos. Mas a música é tão bonita... E os atores estão muito bem. Dá pra ver, num bom dia.
posted by lucia s. |
3:29 PM
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Domingo, Setembro 03, 2006
CAMPANHA SUPER SUPER
Serve tanto para o McDonalds como o Bob's:
Sugestão para promoção casada! Super saudável e atual!*
A cada Super Sanduíche comprado, você recebe um cartão carimbado!
Ao completar dez carimbinhos, você ganha um exclusivo cateterismo**
Não é bacana?
* Depois de ler a notícia de que o Double Whopper e o McTasty contêm, sozinhos, mais gordura do que o limite diário aceito como - bem - aceitável: 55g.
** A promoção pode ser feita em conjunto com o Incor, por exemplo! Ou para outro Hospital que queira arrecadar fundos!!
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12:37 AM
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Sábado, Setembro 02, 2006
VATAPÁ
No meu restaurante favorito, aqui na vizinhança (mesas na rua, árvores que dão sombra, música boa, atendimento tranqüilo).
Saí da academia, depois de uma aulinha de power ball e meia hora de transport*, fui direto almoçar no Milagro. Hoje o prato era Moqueca de Raiz. Você levantou uma sobrancelha? Eu não consigo levantar uma sobrancelha, mas ergui as orelhas. Hein? O Fê, cozinheiro (e dono do restaurante), me explicou que era uma moqueca que dublava a moqueca de lagosta, mas era feita com palmito, bardana e nabo. Mandei vir.
Chegou um pratinho lindo: numa terrine, a tal da moqueca. No prato raso, a refeição montada com arroz integral, saladinha de soja com pimentão e coentro** , farofa e vatapá. Inhammm.
Mandei ver. Quase não sobrou o guardanapo. Incentivada pela leveza dos ingredientes e da profusão de sabores***, joguei-me sem touca no prato fundo. Quando raspava o último sujinho de vatapá do prato com a última casquinha de pão preto, chamei o cozinheiro de volta.
- Ô, Fê. Vem cá, como é que faz vatapá, menino?
- Gostou?
- Mas muito.
- Então, é facinho: cê pega pão velho...
- Deste pão? - perguntei, mostrando a cesta vazia de pãezinhos de centeio.
- Não, tem que ser pão branco de padaria.
- Sei.
- Pra uma pessoa pega uns quatro pães. Aí cê põe o pão de molho no leite de coco de um dia pro outro.
- Sei.
- Aí cê pega amendoim...
- ...
- Mói e mistura na pasta. Se quiser, põe camarãozinho seco, também.
- Aham.
- Aí cê põe azeite de dendê numa panela, frita cebola e cozinha isto tudo, com pimenta malagueta.
- Pára!
- Não pode comer pimenta?
- Não. Tenho que voltar pra academia. Já.
*Power Ball é um pilates com bola; Transport é uma esteira com pedais.
**Depois de muito tempo, reconciliei-me com o coentro. Eu tinha sofrido superexposição ao coentro no período em que morei no Centro-Oeste do país.
*** Salve-me, Homem- Chavão!!!
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3:02 AM
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Quinta-feira, Agosto 31, 2006
CONSTATAÇÃO²
Minha vida está de pernas para baixo.
Com a devida licença do Paulinho Sabbag, de quem estou morta de saudades, aliás.
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1:12 PM
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Segunda-feira, Agosto 28, 2006
O QUE VOCÊ FARIA?
É um filme sensacional. A tradução literal, do título original em espanhol, seria simplesmente "O Método" - que eu acho mais legal. Mas o nome em português talvez queira evidenciar mais o gancho com os realities-shows como Big Brother e O Aprendiz.
São sete executivos que pleiteiam uma vaga numa grande empresa e apresentam-se para uma dinâmica de grupo.
Sempre passei ao largo destas aberrações do mundo corporativo que são as dinâmicas de grupo. Tendo escolhido a carreira artística, enfrentei bancas de exame, testes de vídeo e paredões onde o meu perfil direito e a minha circunferência de busto eram discutidos com grande seriedade. Mas não deixo de achar que, por duros que sejam os métodos de escolha e o funil desumano do mercado do entretenimento, as dinâmicas de grupo ainda embutem uma crueldade e arbitrariedade maiores. Elas pretendem avaliar não só a competência dos candidatos à vaga, mas a normalidade, o espírito de cada um. É, basicamente, como se depois de a banca me assistir cantar, representar e demonstrar boa coordenação motora (que eles chamam de coreografia), eles ainda quisessem saber se eu fui amada pelos meus pais (e decidir qual resposta seria mais adequada para o personagem que devo representar).
Ok. O filme não é sobre mim, nem sobre bancas examinadoras. Ainda bem. É um filme brilhante sobre a praga do mundo corporativo, da impessoalização, da globalização como um tipo de justificativa para a perda dos últimos escrúpulos, da última humanidade.
E é um filme engraçado. Então, se a discussão da globalização não te interessa, pelo menos você vai rir muito dos patéticos esforços humanos em rolar a pedra ladeira acima.
posted by lucia s. |
4:35 PM
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Sexta-feira, Agosto 25, 2006
GATS
Não-boa pedida.
Som ruim, espaço inadequado, o show perdeu a pretensão de peça de teatro e ficou com cara de Holiday On Ice. Sem Ice.
Além do quê, a história é um pouco repetitiva. Vamos a um pequeno resumo da trama:
Abre com todos os gatos do beco, cantando e dançando:
- Nóóóóóós somos gatoooooos!!! Gaaatooos! La la la la!!!
De repente!
Entra um gato amarelo. Todos os outros fazem "oh". Ele pula no meio do palco e anuncia:
- Eu sou o gato amareeeeloooo! Amareeeelooo! Amareeeelooo!la la la la!
Todos:
- Ele é o gato amareeeelooo! Amareeeeloooo! La la l a la!!!
Todos dançam.
Eis que então!
Entra um gato listrado e bigodudo. Todos fazem "oh". Ele se apresenta:
- Sou um gato listrado e bigoduuuudooo! La la la la!!!
Todos:
- Bigoduuuudooo! Bigoduuuudooo! E listrado também!!!
Todos dançam.
Um hora depois:
Entram dois gatos branquinhos. Todos fazem "oh". Eles dizem:
- Nós somos os gatos branquinhos! Miau miau miau.
Todos:
- Eles são os gatos branquinhos! Miau miau miau.
Os gatos branquinhos fazem um pas-des-deux.
Duas horas e quarenta depois:
Entra uma gata velha. Todos fazem "oh". Ela canta:
- Eu soooooouuuu uma gaaataaa velhaaaaa! La la la laaaaaa!
Todos choram. Um gato dança ao fundo.
Final (atenção: não leia, se não quiser saber como termina!):
Todos dançam e cantam:
- Nóóóóóós somos gatoooooos!!!
A coisa mais divertida de tudo é o patrocínio da Whiskas. Se bem que eu achava que Cat-Chow seria ainda mais apropriado.
posted by lucia s. |
12:50 PM
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Quarta-feira, Agosto 02, 2006
CIRCO DO SEU LÉO: NOT ESCAPISMO
Ontem foi o ensaio geral (dress rehearsal, como eles falam) do Cirque du Soleil (ou Circo do Seu Léo, como nós falamos). Tive a sorte de ser convidada, junto com um monte de gente de teatro, circo e música - além de um carrilhão de jornalistas e fotógrafos quase tão acrobáticos quanto os artistas do picadeiro.
Vamos lá, eu já vira os números dúzias de vezes na tevê, já alugara o dvd dos shows; a linguagem do Cirque du Soleil já foi absorvida e diluída pela mídia ao longo dos vinte e cinco anos de existência do grupo. Eu sabia o que iria ver. Eu esperava.
Ainda assim, nada me preparou para a experiência. É um assombro, uma beleza, um sonho.
Me faz feliz perceber que temos - nós, pessoas - tal capacidade de criar, de construir. Contemplar a criação, o trabalho criativo, generoso, amoroso, é mais do que emocionante, é transformador.
E, só pra tentar explicar o inexplicável, eu virei uma criança que gritava, se assustava, depois ria, depois chorava e ria de novo, de tão lindo que era tudo.
Isto não é escapismo. Isto é a vida, também. Graças a Deus.
posted by lucia s. |
5:35 PM
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Segunda-feira, Julho 24, 2006
ESCAPISMO - parte dois
Pizzicato Five
Vive la Fête cantando La Danse Des Canards (este eu não encontrei...)
Emilie Simon
All of Me
posted by lucia s. |
7:51 PM
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